Junho - 28 - Quarta

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé
1 Coríntios 15:14

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Muitos, ao olharem para a esperança da Igreja em Cristo, têm entendido a importância da doutrina da ressurreição. Mas quanto mais estudamos as Escrituras, mais percebemos, nessa doutrina, a verdade fundamental do evangelho – essa verdade é a que dá à redenção o seu caráter, e a todas as outras doutrinas o poder que elas têm. Por exemplo, quem não sabe que o Cristianismo tem suas raízes e seu fundamento naquele solene e importantíssimo evento, a morte de nosso bendito Salvador? Mas se fosse possível, tal morte poderia ter mantido o Salvador como seu prisioneiro. A morte então, em vez de ser o fundamento da alegria e da certeza da salvação, se transformaria na fonte de um desespero denso, que nada poderia dissipá-lo.
É a ressurreição que lança seus raios brilhantes para dentro do túmulo onde Cristo estava. O túmulo, do único ser humano justo, é o troféu da aparente vitória do príncipe deste mundo. É a ressurreição que explica aquela aparente submissão momentânea ao poder do diabo, que de fato foi a sujeição necessária ao julgamento de Deus. Nós também podemos ver como essa afirmação caracteriza a pregação dos apóstolos (Atos 4:2).
Paulo diz: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1 Coríntios 15:17); e todo o capítulo nos mostra a importância da ressurreição dos crentes assim como do Próprio Cristo – duas verdades ligadas indissoluvelmente e desenvolvidas no Novo Testamento. É a ressurreição e a glória, que seguirá a própria ressurreição, que unem o fundamento e as esperanças da fé cristã, e é por essa mesma doutrina que a justificação e o que representa o poder da vida cristã – a santificação – estão, necessariamente unidas